domingo, 29 de maio de 2011

Preguiça (25 dias de preguiça)...

Foi mesmo isso: preguiça... mas, toda a gente deu conta!
Fica preparada a crónica da aventura de hoje, nos limite do Parque Nacional do Bicuar, para um próximo post.
Por isso,vou aproveitar para colocar, por agora, as fotos de um fim de tarde na Leba, num deste últimos fins-de-semana.
Estão a ver a antena que está no canto superior esquerdo?




Pois, foi aí. No miradouro da Serra da Leba, de onde se tira a foto mais célebre dos Caracóis, a beber uma N'gola e a comer ginguba enquanto o sol se punha para os lados do Namibe. Deixo-vos as fotos.


 








quarta-feira, 4 de maio de 2011

Fenda da Tundavala

Lembram-se? tinha-vos prometido, no post da viagem à Bibala, que vos mostrava imagens tiradas no cimo da Serra da Leba, junto à fenda da Tundavala. Pois, aqui estão elas (agradeçam ao Carlos, por elas). Já agora, fazendo fé no Google Earth, estamos a falar de uma diferença de altitudes de 1300 metros...

A povoação de vêem ao fundo é Bibala 







Primeiro objectivo não concretizado

No passado fim-de-semana resolvemos partir à nossa maneira: sem preparação e com uma ligeira ideia para onde pretendíamos ir...
O objectivo era mesmo chegar até à cascata de Hungueira. Sem farnel e sem uma clara noção de onde essa coisa se situava, lá fomos.E, fomos até onde o nosso estômago nos deixou andar. Chegada a hora dos alarmes gástricos não tivemos outra opção que recorrer ao que estava mais à mão.
Para começar e para enganar a fome nada como cana-de-açúcar. Para isso, nada como estar atento aos miúdos que vamos vendo na estrada, que estão sempre disponíveis para partilhar parte da que têm. Agradecidos, deixamos sempre algo em troca. Há tempos foram uns chocolates, desta vez 50 kuanzas.


Seguidamente, a visita a uma praça em busca de fruta. Foi a sensação da manhã, no mercado perdido nos confins do Município de Chibia: quatro "pulas" entrando pelo aglomerado de barracos, feitos de caules e ramos de arbustos. Após umas fotos artísticas e da compra de dois montes de goiabas (únicas frutas disponíveis) por 20 Kuanzas (0,14 €), toca a seguir viagem.



Por momentos, senti-me na pele de um qualquer enviado da National Geographic Society...

Primeira paragem, barragem das Gandejelas. Mais uma obra portuguesa, nos confins das terras africanas. E, foram as barragens em África que ajudaram na criação da boa imagem internacional que, ainda hoje, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) detém ao nível da arte.





Pelo meio, não se perde a oportunidade de registar as paisagens únicas que vamos encontrando.







Foi uma picada particularmente difícil. A pior que até agora nos foi possível experimentar. Até ao ponto de tomarmos a decisão de abortar a viagem e regressar à base antes do pôr-do-sol. Até porque, desta feita, seguimos num único carro, totalmente desaconselhável nestas aventuras. Ficámos a saber depois que tínhamos ficado a menos de 1 km da cascata de Hungeira. Pena, vamos ter de lá voltar outra vez. Desta feita mais bem preparados.





No meio disto, o costume: casas de colonos, de certo colocadas de helicóptero nos locais mais recônditos e (maravilha) uma escola, ainda com as quinas lusitanas e o mastro onde em tempos esvoaçou a bandeira portuguesa.


Como acabou a viagem?
Em Chibia, a dar cabo de uns pregos, duns pica-paus e dumas N'golas, que a fome era muita!.. e a mirar coisas diferentes das que tínhamos visto na picada. :P





sábado, 30 de abril de 2011

Haircut

Fui cortar o cabelo.
Tinha duas formas de resolver a situação premente do crescimento desmesurado do dito:

OPÇÃO A - nunca fui à tropa mas, há pormenores no quotidiano do condomínio que deverão ser o resultado das experiências militares de alguns. Como tal. também cá temos alguns barbeiros. Daqueles que, tal como fazem uns biscates na Tuga ao fim-de-semana, também aqui o fazem. Aqui são biscates capilares... e só temos de escolher o tamanho do pente.

OPÇÃO B - tentar o cabeleireiro do Millenium, o centro comercial da city. Seguramente, um serviço mais profissional e uma experiência nova.

Optei pela segunda, claro está!

Os danos foram mínimos, apesar de durante a operação ter temido o pior. Pensei mesmo, ter de recorrer ao serviços internos e ao pente 2 (vulgo, opção A) para minimizar danos. Mas, para no final as coisas acabaram por se compor.
Temos de admitir a falta de experiência, por cá, em cabelos do meu tipo mas que, apesar de tudo, a técnica usada é de carácter universal e, pode ser resumida a:  os cabelos que ficam em pé são para cortar; os que estão acamados estão bem. Essa coisa de acertar o tamanho dos cabelos, tomando os dedos como bitola, são coisas complicadas inventadas pelos europeus para confundir os profissionais africanos. Aqui não é preciso acertar o tamanho. É preciso somente que ele acame direito!
Por isso, nem se dão ao trabalho de molhar o cabelo antes de o cortar. Atiram-se a eles como se não houvesse amanhã...
E, daí, o meu pânico quando, após o corte à máquina, me vi qual caniche após a tosquia. Cachos de cabelo de distintos comprimentos virados para o lado que lhes dava mais jeito e com os remoinhos realçados e salientes da restante massa capilar... foi aí que entrou o binómio homem-tesoura, aplicado da mesma forma e técnica com que se aparam os arbustos.
Apesar de tudo, foi a partir daí que as coisas começaram a ficar mais calmas!...
Mas, verdadeiro trabalho artístico foi o das patilhas. Não fosse eu antecipar o final do corte e creio que, neste momento, elas não seriam mais largas que um eyeliner. Talvez fosse o arranque de uma nova moda!
No final, pedi que me molhassem o cabelo de forma a poder ajeita-lo à minha maneira e retirar o risco ao meio que me ficava a matar... o aspecto final melhorou significativamente.
Documentação fotográfica indisponível por falta de condições do modelo.


     

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Para registo

(Coloquem a tocar em fundo Heal the world, do Mickael Jackson)


Para que fique registado e suplante o carácter efémero do facebook, aqui ficam as imagens dos rebentos da terra...







P´ra encher balões

Satisfazendo a curiosidade de alguns, informo formalmente que sim... há algumas fotos minhas para postar. Embora, quem me conheça saiba da minha aversão às fotos. Mas, num rol de tantas sempre se consegue arranjar alguma coisinha!

Admirando a mochila...



Oh "sacha vor", é por aqui a entrada para a A28?


A nata da engenharia na avaliação da estabilidade da obra de arte...


Espírito contemplativo e filosofia Zen


terça-feira, 26 de abril de 2011

Povo que lavas no rio

Vá! ficam imagens sem grandes comentários de um episódio da viagem de sexta-feira santa. Meninos, nada de se "afiambrarem". As que têm as fitas por cima das mamas são casadas e, não fica bem cobiçar a mulher do próximo.