sexta-feira, 22 de abril de 2011

Como criar crianças felizes

A pedido, ficam aqui umas imagens avulso de crianças angolanas. Nem imaginam quão pouco é preciso para as fazer felizes... nada, porque elas já o são. Mas, um saco de caramelos de fruta de 300 kuanzas ajuda muito!












Hoje, foi dia de entrar na Angola profunda. Resolvemos experimentar a estrada velha da Serra da Leba. Saímos de Lubango em direcção a Bibala e Munhino, para apanhar mais à frente a estrada Namibe-Lubango. Foram quase 300 kms, com quase 200 em picada. Amanhã estarão cá as fotos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Abençoando a terra abençoada

Lubango também tem um Cristo-Rei. Não tão imponente como o Corcovado ou o de Almada mas, na mesma pose de bênção a uma terra que, neste caso, nem precisava porque há muito tempo que já o foi.


De lá de cima, a quase 2000 m de altitude (sim porque Lubango está a 1750 m de altitude), dá para ver a cidade, estendendo-se ao longo do planalto de Huíla.
Como tudo na vida, as coisas são bem mais simpáticas vistas de longe. Sem pormenores que destoem do equilíbrio do conjunto...





segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ficam sempre bem

Há coisas que ficam sempre bem num blogue à volta do sul de Angola: as fotos da Serra da Leba. Para não fugir à regra aqui ficam, apesar de achar que nenhuma foto consegue transmitir a sensação que se tem, quando a vemos pela primeira vez, no trajecto Lubango-Namibe.












domingo, 17 de abril de 2011

A minha nova companheira de quarto

Há cerca de uma semana que tenho uma companheira de quarto: a Joana.
Coexistimos relativamente bem, apesar de achar que ela não me acha muita graça... sempre que passo perto dela põe-se a fugir!
Habitualmente, pára pelo tecto do quarto, junto da lâmpada, onde deve haver mais caça. Sei que quando apago a luz, à noite, ela regressa à toca, junto da janela, onde está de manhã quando acordo.
Deixo-vos uma foto da Joana, apesar da luz não a ter favorecido.


Mais um fim-de-semana / menos um fim-de-semana

Hoje é domingo. O dia do passeio dos tristes...
Para que não houvesse excepção, aproveitei o convite de um colega - o Falcão, homem de cinquenta e tal anos e com uma significativa experiência de África - e lá fomos até Chibia, um Município a cerca de 40 kms de Lubango, A noite tinha sido de copos, no copu's - uma discoteca do burgo - com uma chegada ao condomínio às 5h30 da madrugada, após um conjunto de peripécias que envolveu, inclusive, uma boleia a um agente da autoridade até à esquadra, que fechou os olhos ao facto de nenhum de nós levar cinto de segurança.
Não sei quantos de vós já viveram esta experiência, de passar uma noite de copos numa discoteca africana. Por mim, já tinha tido experiências anteriores, nas minhas passagens por Moçambique. Vão muito para além das sensações visuais e auditivas. Nalguns casos as sensações olfactivas sobrepõem-se a todas as outras...
Mas, nesta viagem domingueira consegui fazer uma coisa que me tinha ficado a moer, desde que cá tinha estado em Novembro último. Parar na beira da estrada para comprar fruta. Foi assim, que hoje comprei 50 Kuanzas (cerca de 0.35€) de goiaba - correspondendo a um montinho com cerca de 1,5-2 kgs (aqui não há balanças) - e 100 kuanzas (0.70 €, aproximadamente) de tangerinas com a casca totalmente verde mas, que digo-vos, são de um sabor fantástico. Teria dado para tirar um monte de fotografias interessantes, se tivesse levado a máquina fotográfica. Mas, não hão-de faltar oportunidades para isso.
Fica no quarto um aroma óptimo, das goiabas.
Entretanto, apreciem...


PS: Acabei por não ir tratar da lagosta ao Namibe. Mas, não perde por esperar...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

The Special One: The Octopus


Ontem, o convidado especial para o jantar foi mesmo o polvo. Podem ver o espécime na fotografia abaixo, capturado no célebre acampamento de 2 e 3 de Abril, no Namibe, pela artilharia dos caçadores submarinos radicais. Digo radicais, porque tudo o que mexe morre. A título de exemplo mostro dois comprovativos: um peixe balão - fotografia de uma captura em Novembro do ano passado -, especialmente apreciado no Japão (o tal Fugu, que nenhum de nós tem licença para o confeccionar) mas, que mata mais gente que os acidentes de automóvel em Portugal, e os peixinhos de aquário que também não escapam aos arpões da brigada de assalto anfíbia.




O polvo é uma iguaria excepcional - dá sempre para 8 convivas. Tantos quantos éramos ao jantar de hoje. Uns têm o azar de lhes calhar uma perna de 15 cm. Nós tivemos a sorte de dar cabo de um polvo de 3 kgs (+/-). Tudo bem regado e devidamente confeccionado no refeitório do condomínio, para uma hora mais tardia...
Fiquem bem!


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Instalação lenta e atribulada

Começo a sentir que me estou a instalar... após 15 dias consegui finalmente obter uma pen de acesso à net, que me vai possibilitar o contacto com a família e amigos, e ir actualizando as páginas do blogue. Gentileza de um colega que me cedeu uma pen (que estão esgotadas no Lubango há mais de 3 semanas) e resultado da compra de um chip de dados na Unitel.
Pois é... foi uma chegada um pouco atribulada a Lubango, no dia 30 de Março passado. Resultado de alguns problemas de saúde que me levaram, inclusive, a utilizar pela primeira vez os cuidados da clínica, com quem a empresa tem protocolo de assistência aos seus colaboradores. Para além da dificuldade em entregar a credencial na recepção - porque por estas bandas filas é coisa que não se respeita e as moles humanas amarfanham-se para ver quem chega primeiro ao guichet - atendimento cinco estrelas.
Primeira passagem na sala da triagem, onde descobri que tinha perdido 5 quilos em 15 dias e que são precisas 3 enfermeiras para pesar o paciente, medir a tensão e tirar a temperatura. A isto chama-se especialização!...
Segunda fase, o atendimento pelo Drº Serge, cirurgião russo da clínica que, depois de exame físico, me aconselhou a consulta de uma especialista em cirurgia maxilo-facial (para ir à faca). 
Regressado à empresa, e aconselhado por colegas já tarimbados nestas coisas, optei por tentar resolver eu mesmo a situação. Coisa que está em fase de franca de recuperação e que, espero, poder comemorar no próximo sábado, com uma lagosta, num restaurante com vista para a baía do Namibe.
Mas, destes tempos ficam muitas histórias por contar, que irei aos poucos colocando por aqui, e entre elas a estreia absoluta da minha tenda. Seguem as imagens do fim-de-semana de 2 e 3 de Abril, passado na praia do Baba, no Namibe.








No regresso, a oportunidade de visualizar, ao vivo e a cores, aquilo que na véspera não tínhamos visto, por termos chegado já de noite. O deserto do Namibe, que tinha visto em Novembro passado num tom ocre, com todas as suas nuances de caqui e castanhos, pintado de verde e, em certas alturas, com flores amarelas.